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Sob o invólucro despojado
de um moderno edifício, ocultam-se as
ruínas de uma grande basílica paleocristã aberta
ao culto do século V ao século
VIII. De três naves e absides contrapostas,
o que resta deste templo funerário é hoje
valorizado por uma museografia que apenas sugere
as principais linhas arquitectónicas.
Das dezenas de sepulturas estudadas, apenas
uma proporcionou uma fivela em bronze com decoração
cinzelada e um lacrimário de vidro. A
importância excepcional deste museu é a
colecção lapidar paleocristã constituída
por seis dezenas de lápides epigrafadas,
trinta das quais se encontram expostas no local.
Antónia, Festelus ou Amanda, foram habitantes
da cidade de Myrtilis e contemporâneos
de Andreas, regente do coro da igreja. Esta basílica
funerária foi construída sobre
uma necrópole romana, onde já tinha
havido enterramentos da Idade do Ferro (6 séculos
antes de Cristo) e, numa época posterior,
também aproveitada como assentamento de
um vasto cemitério muçulmano.
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